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ARACAJU, capital do Estado de Sergipe desde 1855, quando o então presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, elevou o povoado de Santo Antônio de Aracaju à soberba de cidade e capital.

 

 

Aracaju é um município e capital do estado de Sergipe, no Brasil. Localiza-se no litoral, sendo cortada por rios como o Sergipe e o Poxim. De acordo com a estimativa de 2016, sua população é de 641 523 habitantes.[6] Somando-se as populações dos municípios que formam a Grande Aracaju: Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, o número passa para 938 550 habitantes. Apesar de ser a menos populosa das capitais nordestinas, sua localização perfaz como importante ponto estratégico enquanto centro urbano, econômico, cultural e político para o país.

É apontada como a capital com menor desigualdade do Nordeste Brasileiro, como a cidade com os hábitos de vida mais saudáveis do país, exemplo nacional na consideração de ciclovias nos projetos de deslocamento urbano e é considerada a capital do país com menor índice de fumantes, segundo o Ministério da Saúde.

Está entre as capitais com os custos de vida mais reduzidos do país, tendo focado mais recentemente suas ações turísticas na criação de alojamentos coletivos de qualidade, tais como os mundialmente conhecidos hostels. Mediante planejamento têm sido realizadas ações de plenas melhorias do transporte público que visem incrementar a integração dessa nova parcela de usuários visitantes. No avanço de buscar facilidades de acesso, as linhas de ônibus podem ser monitoradas em tempo real via GPS aqui

Anualmente tem como comemorações marcantes, em seu calendário festivo-turístico, os eventos do Forró Caju e o Fest Verão Sergipe e possui um dos museus tecnológicos mais importantes do país, que fora eleito atração do ano em 2013 pelo maior guia turístico nacional em número de tiragem. Trata-se da consagração do Museu da Gente Sergipana.

 

 

Topônimo


O topônimo "Aracaju" pode ter origem no termo tupi arákaîu, que significa "cajueiro das araras" (ará, arara + akaîu, cajueiro) traduzido diretamente do tupi é cajueiro das araras. Conta-se que antigamente, onde hoje chamamos de Avenida Ivo do Prado, era a Rua da Aurora, rua que serviu de base para que se projetassem todas as outras do centro da cidade, formando um tabuleiro de xadrez, tendo como centro a região onde hoje é a praça Olímpio Campos, ou praça da Catedral. Nessa rua, havia vários cajueiros em toda a sua extensão e alguns papagaios e araras pousavam nos galhos para comer e descansar. Desse fato, temos a visão de onde surgiu o nome Aracaju (ara= arara ; caju= cajueiro).

 

 

História


A história da cidade de Aracaju[18] está relacionada à da cidade de São Cristóvão, a antiga capital da Capitania de Sergipe (atual estado de Sergipe). Foi a partir da decisão de mudança da cidade que abrigaria a capital provincial que Aracaju nasceu. Fundada em 1855, foi a segunda capital planejada de um estado brasileiro (a primeira foi Teresina, em 1852)[19][20]. Todas as suas ruas foram projetadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no rio Sergipe. Até então, as cidades adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano, exceto as cidades reais fundadas no século XVI por exemplo (geralmente vilas sedes de protetorados privados a exemplo de Olinda), que eram planejadas de modo linear tendo como base uma cruz de acordo com mapas da época. O engenheiro Sebastião José Basílio Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi, no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.

 

 

Período pré-cabralino


Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Aracaju foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos tupinambás[21].

 

 

São Cristóvão

No início da ocupação portuguesa de região onde hoje se encontram Aracaju e cidades vizinhas, ela estava sob a jurisdição da Capitania da Baía de Todos os Santos, que hoje é o estado da Bahia. A princípio, essa região era território do líder indígena Serigi, que dominava desde as margens do Rio Sergipe até a do Rio Vaza-Barris.

Em 1590, o militar português Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando-os e derrotando-os. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão de Barros fundou a cidade de São Cristóvão junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe, ainda subordinada à Capitania da Baía de Todos os Santos. Mais tarde, a cidade foi transferida para as margens do Rio Poxim e, enfim, para o Rio Paramopama, afluente do Vaza-Barris.

Assim, São Cristóvão tornou-se a capital da província. Diferente do que aconteceu nos outros estados da Região Nordeste, a capital de Sergipe ficava a mais de vinte quilômetros de distância do mar (caso similar ao de João Pessoa, mas esta não perdeu o status de sede com o pretexto da transferência do porto para um município vizinho, apenas houve um decaimento no bairro do porto fluvial; vale lembrar que tanto Filipéia quanto São Cristóvão eram as duas maiores e mais antigas cidades reais de uma vasta área costeira a norte da então capital Salvador). Desta forma, seus portos, por onde passavam navios, ficavam nos rios.

 

 

De povoado a capital

 

As terras onde hoje se encontra Aracaju originaram-se de sesmarias doadas a Pero Gonçalves por volta do ano de 1602. Eram compostas de 160 quilômetros de costa, mas, em todas as margens, não existia nenhuma vila, apenas povoados de pescadores.

No ano de 1699, tem-se notícia de um povoado surgido às margens do Rio Sergipe, próximo à região onde este deságua no mar, com o nome de Santo Antônio de Aracaju. Seu capitão era o indígena João Mulato. Em meados do século seguinte, em 1757, Santo Antônio de Aracaju vivia sem maiores crescimentos e já era incluída como sítio da freguesia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Tomar do Cotinguiba.

Na então capital de Sergipe, São Cristóvão, estava-se tendo dificuldades com relação aos portos. Como a capital ficava no interior do estado, a navegação até os portos era somente fluvial, o que era um inconveniente, uma vez que os maiores navios não tinham passagem por conta da tonelagem, fazendo os portos sergipanos servirem apenas para pequenas embarcações.

A partir de 1854, a praia que hoje se situa no território de Aracaju, perto da foz do Rio Sergipe, despertou grande interesse do governo da província de Sergipe, que transferiu a alfândega e a Mesa de Rendas Provinciais para aquele local e construiu uma Agência do Correio e uma Sub-Delegacia Policial. Além disso, um porto foi construído na praia, denominada "Atalaia".

A província necessitava de um porto de porte maior para seu progresso. No dia 2 de março de 1855, a Assembleia Legislativa da Província abriu sessão em uma das poucas casas existentes na Praia de Atalaia. Nesta sessão, tendo previamente analisado a situação em que se encontrava a província, Inácio Joaquim Barbosa, presidente da Província de Sergipe Del Rey, decidiu transferir a capital de Sergipe, que era São Cristóvão, para a cidade portuária que seria erguida ali. A decisão foi recebida com grande surpresa pelos presentes.

Assim, no dia 17 de março de 1855, Inácio Joaquim Barbosa apresentou o projeto de elevação do povoado de Santo Antônio de Aracaju à categoria de cidade e a transferência da capital da província para esta nova cidade, que foi chamada simplesmente de Aracaju. Foi um dos momentos mais importantes e de maior repercussão da história de Sergipe. A nova localização da capital iria beneficiar o escoamento da produção principalmente açucareira da época, além de representar um local mais adequado para a sede do governo para o desenvolvimento futuro. A cidade de São Cristóvão não se revoltou de forma violenta contra a decisão, tendo apenas feito manifestações de protesto. Dessa forma, Aracaju passou à frente de várias cidades já estruturadas, com melhores condições enquanto desenvolvimento urbano. Cidades como Laranjeiras, Maruim e Itaporanga se apresentavam em condição superior à de Aracaju. Desde então, Inácio Joaquim Barbosa vem sendo considerado o "fundador de Aracaju", tendo atualmente um monumento em sua homenagem na Orla de Atalaia. Por não se ter tido êxito em encontrar nenhum retrato do presidente de Sergipe, o monumento não é uma estátua, mas uma estrutura de aço de 5,5 metros de altura e 2 200 quilogramas.
Vista da cidade de Aracaju (c. 1903)

Somente em 1865 a capital se firmou. A partir dessa data ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros e agitados anos da proclamação da República. Em 1884, surge a primeira fabrica de tecidos, marcando o início do desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha 1 484 habitantes e já havia a imprensa oficial e algumas linhas de barco para o interior. Em 1900, inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. Centro do poder político-administrativo, a Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade, pois todas as ruas foram ordenadas geometricamente para terminar no Rio Sergipe.

 

 

Planejamento urbano

 

Como Aracaju surgiu com o objetivo de sediar a capital da província de Sergipe del-Rei, que até este momento se localizava na cidade de São Cristóvão, segundo alguns historiadores, o Centro foi idealizada com "planejamento urbano" desde o início, pois as primeiras ruas estão organizadas de forma a lembrar um tabuleiro de xadrez.

O responsável pelo desenho da cidade de Aracaju foi o engenheiro Sebastião José Basílio Pirro. A construção da cidade apresentou algumas dificuldades de engenharia, pois a região continha muitos pântanos, pequenos lagos e mangues.

Apesar de se saber o dia exato de fundação da cidade, não se sabe com certeza qual foi o ponto inicial urbano. É provável que ela tenha sido ocupada a partir da atual Praça General Valadão, onde se situava o porto.

Existe um bairro na cidade chamado América, o nome das ruas dele em grande parte são nomes dos outros países da América, há, também, em Aracaju, ruas que homenageiam os outros estados da federação e há bairros como o Médici e o Castello Branco que fazem homenagem aos generais que comandavam o país na época em que os mesmos foram construídos.

 

 

Geografia

 

O solo da cidade era principalmente composto por areia e em zonas estuarinas (como nos Bairros Salgado Filho, Grageru, São José, Porto Dantas e Coroa do Meio) era uma área de manguezal, constantemente inundada.

Hoje, grande parte da área de manguezal está coberta por concreto em diversos pontos da cidade. A vegetação original e o mangue, que ficava principalmente às margens do Rio Sergipe, foram quase completamente soterrados.

Na zona norte da cidade estão as áreas mais elevadas, com destaque para o morro do Urubu, que tem altitude máxima aproximada de 100m. Próximo a ele existem diversas colinas que dão uma acidentalidade ao relevo local, a exemplo do que acontece nos bairros Cidade Nova e 18 do Forte.

Os prédios baixos facilitam a circulação de ar, ajudando a aliviar as altas temperaturas que afligem a cidade na maior parte do ano. Ao contrário do que acontece nas capitais litorâneas, a zona mais rica da capital está às margens do Rio Sergipe e no Centro. À beira-mar, estão os hotéis e casas de veraneio, com exceção de bairros como a Atalaia e a Coroa do Meio, que contém uma grande densidade demográfica.

As unidades que compõem o quadro morfológico são os tabuleiros sedimentares e planície flúvio-marinha e planície marinha. Relevo dessecado do tipo colina. Aprofundamento de drenagem muito fraca e extensão de suas formas. Os tabuleiros sedimentares são um conjunto de baixas elevações, com forma de mesa, separadas por vales de fundo chato, onde se desenvolvem amplas várzeas. O relevo plano faz com que seja bastante apropriada a prática do ciclismo, sendo este o meio de transporte incentivado pela Prefeitura. A escolha da bicicleta ajuda a diminuir os congestionamentos e libera o transporte público. Apesar disso, o ciclismo ainda é meio de transporte para as classes mais baixas. Existem algumas grandes ciclovias na cidade. As mais antigas são da avenida Augusto Franco, avenida Beira Mar, e mais recentemente, avenida São Paulo (em direção aos bairros mais periféricos), e da praia de Atalaia.

A cidade tem a leste o Rio Sergipe, onde ficava localizada a praia 13 de Julho (mesmo nome do bairro). Hoje, no lugar da praia, está uma balaustrada e uma zona para atividades relacionadas com o lazer. Em seu curso á margem da capital sergipana, o rio é considerado salobre. Nas imediações da foz o rio separa a capital da Ilha de Santa Luzia e deságua na praia da "Coroa do Meio", onde também é despejada a maior parte do esgoto doméstico. O abastecimento de água é feito a partir do rio Poxim, que corta a cidade pelos bairros Jabutiana, São Conrado e deságua no rio Sergipe, no bairro 13 de Julho, e do Rio São Francisco através de uma rede de adutoras. Na divisa com a cidade de Nossa Senhora do Socorro existe o Rio do Sal, de onde a Prefeitura e particulares retiram água para regar os canteiros públicos e outras tarefas onde não há necessidade de se utilizar água potável.

 

 

Clima

 

O clima é quente e úmido, com período chuvoso de março a agosto. A temperatura média anual é de 26 °C e precipitação média anual de 1 590 milímetros. Os meses mais quentes de Aracaju são: janeiro, fevereiro e março, com temperatura média de 27 °C, sendo que a média das máximas são 29 °C e a das mínimas 24 °C. Já os mais frios são julho e agosto, com temperatura média de 24 °C, a média das máximas não supera os 27 °C, e à noite a temperatura pode cair para 19 °C. Porém, pode acontecer de a temperatura ficar mais quente no inverno e mais fria no verão, como em 2002.

Em Aracaju os meses mais chuvosos são entre março e julho, pois o vento forte devido às temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste do país nesses meses trazem várias nuvens carregadas. Nesse período, a quantidade média de chuva supera os 150 mm por mês. Entre esses meses, o mais chuvoso é o maio, cuja média é de aproximadamente 334 mm. Nos meses mais secos, entre setembro e fevereiro, o vento fica mais fraco, só conseguindo trazer nuvens leves, então chove menos. O mês mais seco é novembro, que chove em média 52 mm. A média de chuvas entre esses meses é de aproximadamente entre 50 mm e 100 mm.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a menor temperatura registrada em Aracaju foi de 14,6 °C em 30 de agosto de 1966, e a maior atingiu 35,3 °C em 7 de abril de 2010. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 171,6 mm em 18 de maio de 1964. Alguns outros grandes acumulados foram 157 mm nos dias 16 de maio de 1999 e 25 de maio de 2011, 155,3 mm em 25 de janeiro de 1965, 153,6 mm em 16 de abril de 1966 e 150,2 mm em 12 de maio de 1962. O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 15 de abril de 1980, de 47%.[26]

 

 

Demografia

 

Contando com mais de 570.000 habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE, distribuídos em 181,8 km², Aracaju tem uma grande densidade demográfica, mais de 3.100 hab/km². A cidade cresceu muito desde 1960, como outras cidades brasileiras. Na época possuía 115.713. Passou a 183.670 em 1970, 293.100 em 1980 e 402.341 em 1991, tendo registrado na década de 1980 crescimento geométrico de quase 5%. O Coeficiente de Gini é de 0,47 com limite inferior e superior respectivamente entre 0,45 e 0,50.[9]

Tratando-se de religião, a grande parte da população de Aracaju pratica o Cristianismo, Tendo destaque a denominação Católica sendo esta a religião predominante no estado, onde esta é administrada pela Arquidiocese de Aracaju e pelas Diocese de Estância e Propriá. A Igreja Católica atua no Estado em diversas áreas algumas delas são as áreas educacionais, socioculturais e religiosas. De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 72,26% da população de Aracaju se identifica como católica, 4,18% como evangélica pentecostal, 9,23% pertencem a outras denominações evangélicas, 7,64% não possuem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas), 3,25% são espíritas, 0,11% seguem religiões afro-brasileira e 3,09% pertencem a outros grupos.

 

 

Política

 

O poder executivo do município de Aracaju tem como chefe o prefeito, que escolhe seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[34] O atual prefeito da cidade é Edvaldo Nogueira, do Partido Comunista do Brasil (PC do B). Prefeito da capital sergipana de 2006 a 2012, Edvaldo Nogueira volta ao cargo após vencer as eleições municipais de 2016 sendo eleito no segundo turno com 146.271 votos, o que correspondeu a 52,11% dos votos válidos.[35] A sede da prefeitura ficava no Palácio Ignácio Barbosa, prédio histórico inaugurado em 1923 e situado na praça Olímpio Campos, no Centro da cidade, mas desde 2005 a sede do poder executivo está situada no prédio do antigo CESEC do Banco do Brasil no Conjunto Costa e Silva, zona oeste, que foi reformada, modernizada e ampliada, sendo denominado "Complexo Administrativo Prefeito José Aloísio de Campos" incluindo diversas secretarias.

O poder legislativo é constituído pela câmara municipal, atualmente composta por 24 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos, cabendo a eles o papel de fiscalizar e assessorar o executivo, além de elaborar leis sobre todos os temas de competência do município.[34][36]. A Câmara de vereadores de Aracaju até hoje não tem sede própria. Ocupa há três décadas o Palácio Maurício Graccho Cardoso, antiga Biblioteca Pública Estadual. A câmara dispõe de um terreno no Centro Administrativo Governador Augusto Franco, no bairro Capucho (Aracaju), mas em 2010 o então presidente Emanuel Nascimento, do Partido dos Trabalhadores, afirmou que o legislativo municipal não dispõe de recursos para instalar sua nova sede,[37] Em 2013 o presidente da Câmara, Vereador Vinícius Porto, do DEM, anunciou que a sede própria será construída no bairro Coroa do Meio.[38] mas a ideia não foi adiante.[39]

No âmbito do judiciário, a Comarca de Aracaju, instalada em 5 de janeiro de 1893, possui diversas varas cíveis e criminais.[40] A cidade tem o maior eleitorado de Sergipe, com 378 146 eleitores divididos em quatro zonas (1º, 2º, 27º e 36º) e 974 seções eleitorais, segundo dados de 2010.[41][42] De acordo com a legislação brasileira, por ter mais de 200 mil eleitores, pode haver segundo turno na eleição para prefeito de Aracaju caso o primeiro colocado não atinja a maioria dos votos válidos.[43]

 

 

Centros comerciais

 

Aracaju possui um centro comercial com grandes lojas, tais como C&A, Lojas Emmanuelle, Lojas Riachuelo, Lojas Renner, Lojas Americanas, Esplanada, Ricardo Eletro, Magazine Luiza, Insinuante, Casas Bahia, Centauro, Meggashop Outlet e as redes de supermercado Gbarbosa (com sede principal em Aracaju), o Bompreço, Atacadão, Makro, Extra, Mercantil Rodrigues, Todo Dia, Pão de Açúcar dentre outros. Outro ponto comercial, mas também turístico no Centro da capital são os mercados municipais Albano Franco, Antônio Franco e Thales Ferraz, os quais vendem produtos artesanais, vestuário, ervas medicinais, comidas típicas e hortifrutigranjeiros. Está em construção um mercado popular de eletrônicos (tipicamente fomentadores das internacionalmente conhecidas China Town) em localização privilegiada da cidade, ao lado do terminal de ônibus do Mercado Albano Franco.

 

A cidade possui um dos modernos centros operacionais de tecnologia da informação da empresa multinacional Politec e conta atualmente com dois shoppings-centers construídos e dois em fase de construção.

O primeiro shopping construído na cidade foi o RioMar Shopping. Inaugurado em 1989, passou por expansões em 2008 e em 2011, e atualmente está passando por uma terceira expansão, que deve ser entregue em outubro de 2017. O shopping está localizado na península do Serigy, mais especificadamente no bairro Coroa do Meio que fica às margens do Rio Sergipe. O empreendimento é ligado ao continente pela ponte Godofredo Diniz a qual dá acesso à Avenida Beira Mar no bairro 13 de Julho, uma das áreas mais nobres de capital.

O posterior centro comercial privado construído foi o Shopping Jardins. Inaugurado em 1997, passou por expansões em 1998, 2004 e em 2006. O shopping está localizado no bairro de mesmo nome e foi responsável pelo crescimento e valorização da localidade em seu entorno, com o surgimento de diversos prédios residenciais. Esta localizado também nos arredores do Parque das Sementeiras.

O terceiro shopping está em processo de finalização no Bairro Industrial. Trata-se do Aracaju Parque Shopping, primeiro shopping da zona norte da cidade. Abriga uma vista privilegiada por estar às margens do Rio Sergipe, muito próximo do centro histórico e comercial da capital mas também das cidades de Barra dos Coqueiros (pela Ponte João Alves, via de ligação entre Aracaju a esta cidade conurbada) e Nossa Senhora do Socorro.

 

A construção do quarto centro comercial está sendo iniciada na localização privilegiada diante da ponte Gilberto Vilanova de Carvalho, sobre o Rio Poxim onde se situa a entrada viária do conjunto Augusto Franco a qual dá acesso ao bairro Farolândia, zona sul da capital sergipana.

Na Região Metropolitana de Aracaju, na cidade de Nossa Senhora do Socorro, existe também o Shopping Prêmio.

Além do Centro e dos shoppings nos bairros Jardins e Coroa do Meio, merece destaque o ramo do comércio nos bairros Siqueira Campos e Santos Dumont, voltados ao comércio popular e o badalado bairro 13 de Julho, onde predominam variadas lojas, tais como boutiques e delicatessens voltadas a pessoas de maior renda.

A região do bairro Atalaia é comparativamente um dos mais carentes de serviços dadas a distância do principal centro comercial da cidade. no entanto, o comércio tem crescido vertiginosamente de olho no crescimento turístico da cidade bem como de novos condomínios residenciais habitados principalmente por moradores provenientes de outras localidades que priorizam a comodidade de morar na enseada de praias da região. Este vácuo de investimentos é o que tem financiado, por sua vez, a rápida expansão do comércio especificamente na região da Orla de Atalaia e, em particular, com a chegada das mais variadas redes de franquias low cost na região tais como a rede de hotéis Ibis Budget, de alimentação Subway e McDonalds mas também de academias Smart Fit que encontra-se em fase de implementação. Este fenômeno potencial tem propiciado a maior integração física desta área turística e de nova ocupação dos habitantes da cidade com as regiões tradicionalmente mais comerciais, já que também a área central da Orla de Atalaia (conhecida como os Arcos da Orla de Atalaia) encontra-se estrategicamente localizada a 3,5 quilômetros do Aeroporto de Aracaju, ponto de grande interesse em acesso da maioria dos visitantes da cidade.

 

 

Saúde

 

A saúde em Aracaju é administrada pela Secretaria Municipal de Saúde, que planeja e executa as ações na área, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde. Existem quatro estabelecimentos de saúde públicos com internação e dezesseis estabelecimentos de saúde privados com internação. São 2 491 leitos, sendo 2 053 disponíveis ao Sistema Único de Saúde (2002, IBGE). A cidade conta com 43 unidades de saúde da família do PSF. A expectativa de vida é de 74,3 anos  (IBGE, Censo 2010) e 16,73% em cada mil crianças nascidas vivas morrem antes de um ano de idade  (IBGE, 2010). Aracaju é a capital brasileira com menor índice de fumantes do país, apenas 8% dos moradores da cidade tem esse vício.

 

 

Segurança Pública

 

No quesito violência urbana, figura no ranking das 50 cidades mais violentas, segundo pesquisa publicada no início de 2016 pela ONG mexicana "Securidad, Justicia Y Paz", posicionando-se no 38° lugar. Outra pesquisa, de agosto de 2016, realizada pela FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) - "Mapa da Violência 2016" - aponta Aracaju como a sexta capital mais violenta do País. (No ranking de capitais brasileiras, as seis primeiras colocadas também são da região Nordeste).

 

 
Rodovias
 

Rodovias federais

 

  1. BR-101 – sentido Sul/Norte. Encontra-se em processo de duplicação em todo território sergipano.

  2. BR-235 – sentido litoral/ interior. Passa por processo de reforma, mediante a integração de Aracaju ao interior da região norte-nordeste, notadamente o pólo de Juazeiro-Petrolina que se localiza nas divisas entre os estados da Bahia e Pernambuco a 422 km da capital sergipana.

  • Rodovias estaduais

  1. SE-201 - via ponte Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros. Liga a capital sergipana em direção ao Rio São Francisco no sentido norte, em direção à fronteira dos estados de Sergipe e Alagoas.

  2. SE-100 via ponte Joel Silveira que interliga o litoral sul sergipano à capital, mais notadamente a Praia do Saco e Mangue Seco localidades as quais distam 80 km de Aracaju. Ademais, com a ponte Gilberto Amado se concretizou uma nova rota de ligação à Salvador diretamente pelos litorais dos estados da Bahia e Sergipe paralelamente à BR-101.

  3. SE-090 rodovia que parte da BR-101, em Nossa Senhora do Socorro e chega em Aracaju pela ponte sobre o rio do Sal, no bairro Lamarão

  4. SE-065 chamada de Rodovia João-Bebe-Água, ligando Aracaju à antiga capital, São Cristóvão.

  5. SE-466 ligando São Cristóvão à Aracaju, via Caípe Novo, chegando no bairro Santa Maria.

  6. Ponte José Rollemberg Leite, ligando o conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro, à Aracaju pelo bairro Porto Dantas.

  7. Avenida Santa Gleide, no Jardim Centenário, ligando à Avenida Lauro Porto, em Nossa Senhora do Socorro, permitindo acesso à BR-101.

 

Hidrovias
 

Porto – O porto de Sergipe, Terminal Marítimo Inácio Barbosa - TMIB, localizado no município de Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju e distante 15 km da capital, está apto a receber embarcações de grande porte. Conta com terminal de passageiros, servindo de principal via de entrada marítima no Estado. Atualmente, passa por processo de revitalização e ampliação de sua capacidade.

 

O Aeroporto de Aracaju possui 24 voos diários provenientes das mais variadas localidades. Os destinos diretos diários (sem escala/conexão) são: Brasília (BSB), Campinas(VCP), Maceió(MCZ), Recife(REC), Rio de Janeiro(GIG/SDU), São Paulo(CGH/GRU) e Salvador (SSA). Situa-se na Av. Senador Júlio Leite, a 3,5 km dos Arcos da Orla de Aracaju e a 12 km do centro da cidade. Em 2013, se iniciou seu processo de reforma e ampliação do terminal de passageiros.

 

Transporte público

 

Ônibus Coletivo

O transporte público na cidade é feito por ônibus, através de três grupos concessionários Grupo Progresso(Viação Progresso e Transporte Tropical), Grupo Fretcar (Viação Halley, Viação Modelo e Capital Transportes) e Grupo Itamaracá em sociedade com o Grupo Parvi (Viação Atalaia), cujos ônibus interligam os municípios da Região Metropolitana: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Estes serviços são oferecidos pelo Sistema Integrado Metropolitano e pelo Sistema Integrado de Transportes.

 

Hoje, é possível conhecer toda a cidade e algumas das cidades que compõem a Grande Aracaju (Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro) pagando-se apenas uma passagem. As conexões são feitas nos Terminais de Integração.

Para chegar a vários pontos da cidade, é necessário fazer conexões entre terminais. Os terminais de integração são:

 

  • Centro

    • Terminal Jornalista Fernando Sávio (anexo ao Terminal Rodoviário Luiz Garcia);

    • Terminal do Mercado;

  • Zona Sul

    • Terminal Distrito Industrial de Aracaju (DIA);

    • Terminal Zona Sul (Atalaia);

  • Zona Norte

    • Terminal Maracaju;

  • Zona Oeste

    • Terminal Leonel Brizola (anexo ao Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite);

  • Região Metropolitana

     

    • Terminal Marcos Freire (à Zona Norte de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro);

    • Terminal Campus (à Zona Oeste de Aracaju, UFS, São Cristóvão).

    • Terminal da Barra dos Coqueiros (à Leste de Aracaju, via Ponte Construtor João Alves).

O custo da passagem está na média brasileira. Atualmente, se pode transitar por toda sua região metropolitana com um único bilhete tarifado a 3,50 reais.

 

Projeto do BRT, licitação e corredores exclusivos

 

De fato, um dos temas mais recorrentes nas eleições locais sempre foi a ambição na melhoria do transporte público de massa, porém na prática há poucas ações concretas.

O vencedor da eleição de 2012 para prefeito, João Alves Filho, prometeu em campanha a implantação do sistema BRT, alegando ser mais barato que o Veículo Leve sobre Trilhos. Para tanto, contratou o escritório do ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, no intuito de criar corredores livres nas principais artérias da cidade. A tentativa de implementação da obra se iniciou no ano de 2014.[62] Outra promessa de sua campanha eleitoral foi a licitação do transporte público da capital em consórcio com a região metropolitana, algo inédito no estado de Sergipe pois toda a rede de transporte público do estado funciona mediante concessões. Ao término do ano do seu mandato em 2016 nem a licitação nem o projeto BRT concretizaram-se efetivamente. Apenas algumas faixas exclusivas foram demarcadas em algumas artérias viárias, tais como na Avenida Beira Mar, na Avenida Tancredo Neves e na Avenida Carlos Rodrigues.

 

Táxi

 

A quantidade de táxis é acima da média de muitas cidades, o que provocou, há alguns anos, uma grande disputa entre as empresas, tornando o preço das corridas de táxi bastante competitivos. Dado o fato que não se percorre grandes trajetos nem se possui longos congestionamentos como em outras capitais, muitos aracajuanos se utilizam desse meio de transporte constantemente, dado o custo-benefício dos deslocamentos.

 

Táxi Especial

 

Além dos táxis comuns, existem os táxis-especiais ou táxis-lotação, táxis que cumprem roteiros pré-determinados de maior distância - que fazem apenas algumas poucas linhas na cidade, como: Bugio/Centro, 18 do Forte/Centro, Lourival Batista/Centro, Sanatório/Centro, Santos Dumont/Centro, Bairro Industrial/Centro, DER/Centro, América/Centro e Jessé Pinto Freire/Centro, geralmente levando e trazendo moradores de bairros periféricos para o Centro de Aracaju. Esse modal tem origem nas antigas kombis que até a década de 1960 faziam o transporte de passageiros para esses bairros antes da sistematização do transporte coletivo por ônibus, adaptando-se ao modal taxi por compartilhamento, com uma frota de carros consideravelmente novos, a um preço poucos centavos a mais que o ônibus comum, o que tornou esse tipo de transporte bastante atraente ao usuário.

 

Regulamentação de novos modais
 

Atualmente, um dos mais polêmicos temas urbanos da capital sergipana é a entrada de aplicativos de transporte por compartilhamento (Uber, 99 Táxis, dentre outros), os mototaxis e os táxis comunitários que se deslocam do Centro para núcleos urbanos com sérias carências de transporte coletivo (Santa Maria, Jabutiana, Coroa do Meio, etc). Alguns projetos tramitam na Câmara Municipal defendendo a legalização desses meios de transporte, mas o poder executivo municipal proíbe esses modais, usando inclusive do atributo de multar e apreender veículos.

 

Transporte Ferroviário
 

Aracaju não possui perspectiva de implementar metrô nem linhas de trem de passageiros. No entanto, apesar de entrevista realizada pela imprensa local no ano de 2010 onde o ex-prefeito Edvaldo Nogueira propôs a implantação do VLT, após alguns anos (em 2016) o mesmo político se retratou do que já se ambicionara um dia. Curiosamente, nesse intervalo de tempo entre as declarações supracitadas, o VLT tem sido amplamente projetado e implementado por outras cidades país afora. Esse sonho, que já tem sido concretizado em várias cidades nordestinas, parece cada vez mais distante da realidade aracajuana. Isso se dá pela falta de ambição dos administradores locais em gerenciar os bens públicos eficientemente. Por outro lado, nas localidades de Maceió, João Pessoa, Juazeiro do Norte, Natal e especialmente no Recife onde nesta apresenta-se uma verdadeira referência de modelo numa complexa integração intermodal de transportes urbanos, o VLT ou até o metrô já são uma realidade concretizada. Além disso, é notável que outras tantas cidades estão em processo de implementação do VLT mas também de metrô urbano.

Na realidade aracajuana é sabido que a medida de melhoria do transporte público visa não somente desafogar o trânsito e utilizar as antigas linhas férreas obsoletas da antiga RFFSA que estão em desuso por todo estado de Sergipe mas também possibilitaria a melhoria da mobilidade urbana e a integração com outras cidades históricas da região metropolitana e com grande valor turístico pelas quais as linhas passam, tais como São Cristóvão, Riachuelo, Itaporanga d'Ajuda, Laranjeiras, e que também possuem como demanda pública trabalhadores em geral e estudantes. Esse projeto certamente ocasionaria maior eficiência econômica ao integrar e facilitar o deslocamento urbano à região metropolitana da capital aracajuana. Ademais, vislumbrando-se para além do âmbito fechado da cidade, seria igualmente possível religar a malha ferroviária presente em Sergipe com as do Sudeste brasileiro por meio da já existente Linha Norte da Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro via Salvador.

Transporte Cicloviário e Ciclovias

Em ressonância em ser reconhecida como A Capital da Qualidade de Vida vem ganhando destaque o inovador sistema de deslocamento urbano chamado de Caju Bike. Trata-se de plataformas com bicicletas espalhadas no Centro e zona Sul da cidade, onde se pode utilizá-las para prática de atividade física mas também como meio de transporte limpo e eficiente.[ Neste último caso, propicia importante integração modal entre alguns terminais de ônibus, nas imediações das principais faculdades e áreas de lazer da cidade. Assim como outras vias de transporte público eficiente deveriam proporcionar em menção ao metrô ou VLT supracitados. Contudo, o Caju Bike ainda tem se mostrado incipiente mesmo já tendo sido implantado desse 2014. O aplicativo apresenta deficiências, causando reclamações de usuários locais e turistas. Outra carência desse sistema é a de que ele curiosamente não se expandiu para as áreas onde estão as principais ciclovias da cidade, nas avenidas Tancredo Neves, Rio de Janeiro e São Paulo.

A bicicleta tem uma crescente importância. Atualmente é visto como um dos meios de transportes mais importantes da cidade, pois além do fácil deslocamento, e um transporte ecologicamente correto. Antes apenas com duas ciclovias - a da Avenida Rio de Janeiro ou Augusto Franco e da avenida Beira Mar (Zona Sul) - a cidade vem recebendo investimentos federais provenientes do Ministério das Cidades para a construção de mais. Alguns anos atrás foi construída ao longo da Avenida São Paulo, dando continuidade à da Avenida Rio de Janeiro, e atualmente sendo expandida para outros locais, como o Conjunto Orlando Dantas e a Avenida Beira-mar, às margens do rio Sergipe. Atualmente, a cidade tem mais de 100 quilômetros de ciclovias, sendo considerada a capital do país com a maior malha cicloviária por número de habitantes.

 

 
Transporte Hidroviário

 

Transporte Hidroviário

Atravessada por quatro rios, o transporte hidroviário foi muito importante nos primórdios de Aracaju, que tinha linhas regulares para Santo Amaro, Maruim, São Cristóvão e Itaporanga D'Ajuda. Na década de 1970 foi inaugurado no Centro o Terminal Hidroviário Jackson de Figueiredo. Até o ano de 2006 existiam duas linhas oficiais: uma para a Barra dos Coqueiros e outra para a Atalaia Nova, ambas via Rio Sergipe. Com a inauguração da ponte Construtor João Alves a concessão das linhas à empresa H. Dantas foi suspensa e o modal ônibus passou a atuar. Sendo um transporte mais barato, era possível mantê-lo para beneficiar a população e dar pluralidade das opções modais semelhante ao que acontece entre Rio de Janeiro, Niterói e outras cidades que são atendidas por lanchas e ônibus próximas à capital fluminense. A prova da popularidade do transporte fluvial pelo Rio Sergipe é que as pequenas canoas fechadas motorizadas, popularmente chamadas de "tó-tó-tó", continuam funcionando pela metade do preço da passagem de ônibus, ligando do antigo hidroviário da Barra dos Coqueiros até o atracadouro do Mercado Municipal, em Aracaju.

Calçadas, Praças, Passarelas e Cidadania na Mobilidade Urbana

Aracaju foi a segunda cidade brasileira a criar uma rua exclusiva para pedestres, a Rua João Pessoa, no Centro da cidade, em 1982. Anos após, foram calçadas no mesmo trecho as ruas Laranjeiras e São Cristóvão. Alguns calçadões dedicados ao lazer também foram implantados, como os da Avenida Beira Mar e Orla da Atalaia, ambos na zona sul, e o da Avenida Visconde de Maracaju, na zona norte.

Até os dias atuais, Aracaju não tem uma política pública definida por lei para a padronização de suas calçadas. Desse modo, o desrespeito ao pedestre é uma constante em toda a cidade: desnivelamento das calçadas, ocupação irregular para atividades comerciais, pisos danificados, passeios públicos estreitos e sem padrão são alguns desses problemas.

A exceção do Centro da Cidade, os bairros aracajuanos possuem poucas praças. Além disso, a arborização é importantíssima para o pedestre em uma cidade de clima tropical e de temperaturas elevadas o ano todo. Bairros populosos como Siqueira Campos, Santos Dumont e bairros comerciais como Centro e São José possuem um déficit acentuado de arborização e de passeios públicos.

No tocante às passarelas, existem apenas três na cidade, duas estão na BR-235, entrada/saída principal da cidade e uma na Avenida Tancredo Neves, nas imediações do DETRAN/SE. Com o crescimento urbano muito acelerado das últimas duas décadas, é urgente a elaboração de novas passarelas, especialmente em alguns pontos de grande fluxo de pedestres em vias largas e movimentadas da cidade. São elas:

  • Avenida Maranhão, na altura do bairro Santos Dumont.

  • Viaduto do DIA entre o terminal de ônibus e o Hipermercado Extra.

  • Avenida Heráclito Rollemberg em dois trechos: no bairro São Conrado e no Conjunto Augusto Franco.

  • Avenida Tancredo Neves em quatro trechos: Rodoviária Nova, Petrobrás, Jabutiana e Jardim Esperança.

  • Avenida Rio Branco (Rua da Frente), no Centro.

  • Avenida General Euclides Figueiredo, no bairro Lamarão.

Obras estruturantes necessárias para o futuro

Uma série de obras estruturantes amenizariam problemas relativos ao trânsito. Em 2013, foi anunciado pela prefeitura de Aracaju e pelo Governo do Estado de Sergipe um ousado plano de construir uma via expressa que atravessaria 22 localidades da capital desde o Lamarão até o bairro Aruana. Batizada à época de Avenida Perimetral Oeste, ela não saiu do papel. Algumas intervenções hoje se fazem urgentes em alguns logradouros tais como:

  • Construção de viaduto no cruzamento das avenidas: Nova Saneamento e Rio de Janeiro, outro no cruzamento das avenidas Desembargador Maynard e Rio de Janeiro, outro no cruzamento das avenidas Hermes Fontes Adélia Franco, Silvio Teixeira e rua Nestor Sampaio, e outro no cruzamento das Avenidas Francisco Porto e Anízio Azevedo;

  • Passagem suspensa em cinco esquinas da Avenida Beira Mar com as seguintes avenidas: Anizio Azevedo, Francisco Porto, Silvio Teixeira, Tancredo Neves e Murilo Dantas;

Duplicação da Avenida Euclides Figueiredo.

A velocidade máxima permitida nas ruas de Aracaju é de 60 km/h, medida por fotossensores e lombadas eletrônicas. Mesmo assim, não é incomum o desrespeito aos limites de velocidade, gerando muitos acidentes, incluindo vítimas fatais.

 

Nos horários de pico vê-se um efetivo muito baixo de agentes de trânsito. A SMTT alega dispor de poucos recursos para contratar mais mão-de-obra e a solução paliativa adotada nos últimos anos é o seccionamento das avenidas com semáforos. Esse excesso de sinalização semafórica não resolveu os problemas de engarrafamentos e estrangulamentos de vias na capital sergipana. No entanto, por ser mais barato, é o aplicado.

 

Rodoviária

 

Aracaju possui dois terminais rodoviários. O Terminal Rodoviário de Aracaju, oficialmente Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite, está localizado às margens da Avenida Tancredo Neves, na entrada da cidade para quem vem da BR-101. A Rodoviária Nova, como é mais conhecida, recebe ônibus de viações estaduais, regionais e nacionais. Pode-se ir e vir de muitas cidades de Sergipe, diversas cidades da região nordeste, além dos mais variados estados do Brasil.

Cerca de quinze empresas operam com transporte interestadual em Aracaju. Do fluxo total de passageiros no terminal José Rollemberg Leite, 16% são de viajantes de outros estados. As viações ali presentes, são: Rota Transportes; Águia Branca; Real Alagoas; Gontijo; Progresso; Itapemirim; Emtram, Expresso Guanabara, Coopertalse e Coopetaju.

O Terminal Rodoviário Luiz Garcia [72], mais conhecida como Rodoviária Velha, está localizada no Centro da capital. Foi inaugurada em 1962 e em 1978 deixou de receber ônibus interestaduais com a inauguração da Rodoviária Nova. De 1978 até 1994 operou apenas com linhas da Região Metropolitana de Aracaju e em 1995, com a entrada do sistema de transporte alternativo de cooperativas, retomou operações para todo o estado de Sergipe. As empresas que atuam nesse terminal são: Rota; Coopertalse, Coopetaju e Via Norte.

 

Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros

 

Sobre o rio Sergipe, foi construída a Ponte Construtor João Alves, ou ponte Aracaju - Barra dos Coqueiros, que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros (cidade construída na Ilha de Santa Luzia). O nome da ponte é uma homenagem ao pai do governador que promoveu a construção, João Alves Filho, do DEM. Entretanto, no início da obra, muitas pessoas sugeriram a mudança do nome da ponte para Zé Peixe, uma figura emblematicamente conhecida da cidade por atravessar o rio Sergipe a nado, mesmo depois de idoso, sendo um prático conhecido nacionalmente. A Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros (Ponte Construtor João Alves) liga a capital Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros, cidades do litoral de Sergipe. Aracaju encontrava-se separada de sua vizinha Barra dos Coqueiros pelo Rio Sergipe. Foi inaugurada no dia 24 de setembro de 2006. Seu propósito é aproximar a capital Aracaju ao porto do estado, à beira do oceano Atlântico, dentro do município vizinho da Barra dos Coqueiros. Com a obra, o litoral norte do Estado, que vai da foz do Rio Sergipe até à foz do Rio São Francisco está mais acessível ao turismo em Aracaju. O projeto original é impactantemente arrojado para os padrões locais e, conforme informava o portal oficial do governo do estado, trata-se da segunda maior ponte urbana do país quando inalizada em 2006, sendo a maior do Nordeste. A obra empregou quase mil operários durante sua construção e chama a atenção sua valorização como cartã-postal integrado ao rio Sergipe, pois pode ser vista desde o centro da cidade até a foz do rio à beira do oceano sob vários ângulos.

 

Orla de Atalaia

 

A Orla de Atalaia é um dos principais cartões postais da cidade. Possui 6 km de extensão e está situada a 9 km do centro da cidade. A maioria dos principais hotéis e restaurantes da cidade localizam-se muito próximos ou, na maioria das vezes, são integrados à orla. Boa parte dos restaurantes com pratos típicos da região ficam localizados na região do corredor denominado Passarela do Caranguejo, o qual possui um monumento em forma de 'Caranguejo Gigante' a céu aberto onde se pode tomar uma bela foto da praia e do crustáceo que tanto caracteriza a culinária local.

 

Além da praia, com sua ampla faixa de areia até o mar, a Orla de Atalaia possui em sua estrutura alguns lagos artificiais, pista de cooper e regiões com fontes de água com iluminação e sonoridade especiais. Além disso, apresenta diversas áreas de lazer, tais como quadras poliesportivas, clube de tênis, kartódromo e rampas de skate e patins espalhadas por toda sua extensão. Tradicionalmente nos finais de semana ocorrem diversos eventos culturais, tais como por exemplo o popular 'Som de Calçada' que agita a juventude local na área conhecida pelos locais como 'Calçadão da Cinelândia'.

A Orla de Atalaia comporta feiras permanentes e itinerantes de venda de artesanato e comidas típicas. O mais famoso deles é o Centro de Arte e Cultura J. Inácio que conta com 48 estandes, onde ficam a mostra as principais obras artísticas e de artesanato dos artistas sergipanos. Além disso, as mais conhecidas aglomerações estão na 'Feira do Turista' e na 'Passarela do Artesão', onde encontra-se integradamente artesanatos locais e comidas típicas da região.

Em critérios de esculturas a céu aberto, a região da Orla apresenta o Monumento aos Formadores de Nacionalidade, que foi construído para homenagear personalidades da história brasileira. As estátuas de bronze representam, dentre outras personalidades: Joaquim José da Silva Xavier, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro II, José Bonifácio de Andrade e Silva, Joaquim Nabuco, Princesa Isabel, Duque de Caxias, Barão do Rio Branco, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek.

 

Ademais na Orla situa-se o igualmente importante Espaço de Convivência Cultural que, por estar integrado em localização perto da Praça dos Arcos, serve de um orgulhoso resgate cultural a um passado conhecido pelos sergipanos mas não tão conhecido pela maioria dos visitantes da cidade. Trata-se de personalidades de grande importância e reconhecimento para a cultura local. Destacam-se nomes locais como Gumercindo de Araujo Bessa, João Batista Fernandes, Tobias Barreto (filósofo e escritor), Silvio Romero (deputado provincial e federal de Sergipe), José Calasans (intelectual e magistrado), Fernando Pessoa, (advogado, professor e crítico), João Ribeiro (jornalista, historiador e membro da Academia Brasileira de Letras) e Horácio Hora (importante pintor do Romantismo brasileiro).

Por fim, e não menos importante, é na imponente Orla de Atalaia que localiza-se o Oceanário de Aracaju. Sob uma vista aérea, a estrutura possui formato de tartaruga e internamente abriga não só a querida tartaruga mas também diversos outros animais marinhos em 20 aquários e tanques. Essa construção, tal como o pórtico escultural em sua entrada são uma maravilhosa homenagem a estes animais que habitam a costa sergipana.